Hoje eu decidi contar uma pequena história pra vocês… Quando eu entrei na faculdade eu conheci uma pessoa. Ela era tão pequena, e parecia ser tão frágil. Sempre de cabelos presos, e tão quieta. Quase não conversava com ninguém, sempre com um livro na mão e uma tal expressão tão misteriosa. Eu não podia evitar de olha-la e sempre que seu olhar se cruzava com o meu eu não podia evitar a sensação de desespero e intimidação. O tempo foi passando, e eu passava ainda mais tempo observando tudo que ela fazia. Cada movimento, o jeito que sorria, e até mesmo a frequência do seu piscar. Eu tentei por muitas vezes me desvencilhar desse sentimento, tentava até acreditar em um outro relacionamento, mas tudo isso só ia crescendo em mim. Eu queria abraçá-la nem que fosse por alguns segundos. Era inevitável querê-la. Eu percebi aos poucos que eu não podia fugir disso, e muito menos devia. Não podemos fugir de onde nossos corações querem estar. E então, bom, então eu aceitei que eu não podia fugir, eu não devia. Porque ali eu encontrei amor, ali eu me encontrei. E mergulhei de cabeça na minha felicidade. Eu corri atrás desse amor, desses sentimentos, sem temer. Moral da história: Vocês não precisam ficar tentando entender o que me tornou homossexual. Muito menos ficar acusando pessoas que não tem nada a ver com essa história. A única resposta que existe é que eu me apaixonei, e a amo. Qualquer outra tentativa que busquem de resposta é vaga e irreal, e nada vai mudar isso. Eu não gosto de mulheres. Eu gosto dela. Eu não vou querer você porque você é mulher. Eu quero ela. E isso não é culpa da TV, ou da internet ou de outros homossexuais. A culpa é minha, unicamente minha. Pois eu não pude tirá-la da minha cabeça. Eu não pude tirá-la da minha alma. A culpa é nossa porque nos amamos. E é essa a resposta: o amor. Talvez se vocês tivessem amado assim, verdadeiramente alguma vez na vida, através de um simples olhar entenderiam. E espero de verdade que um dia possam entender. - F. Flausino  (via neuropatia)
Eu preciso de outra palavra, outra frase. “Eu te amo” parece ter se tornado algo tão simples, tão vago… tão mísero perto do que sinto. - Despersonificar